Receitas
ou “Voyeurismo” de Cozinha
Espiar
a receita do outro tem qualquer coisa de indiscreto. É como
se você tivesse a licença de um médico para
explorar a nudez alheia. Mas também encerra uma espécie
de excitação, livre de empecilhos morais ou religiosos:
na cozinha pode. Quem exibe a receita também não é
inocente. Tem algo de vendedor de lingerie, guloso, que finje naturalidade
enquanto descreve o seu catálogo...degustando com um manequim
do(a) outro (a).
Enfim,
relaxemos e voyeuresmos com os mesmos olhos libidinosos com que
lemos as confidências eróticas de D. Benta, assistimos
na Tv aos strip- teases de Oliver e Flávia Quaresma, ou revemos
o mais gastro-pornô dos filmes “A festa de Babette”.
O
Cardápio
ENTRADAS
- CAMARÃO - PEIXE
- FRUTOS DO MAR - BACALHAU
- FILET MIGNON
Da
primeira à última receita do Cruzeiro do Pescador...
com um cardápio muito pessoal pelo meio.
Ao entrar no Cruzeiro do Pescador, você vai sentir (ainda
que repare logo) o toque humano em seu redor. Da toalha tecida em
tear, ao cardápio manuscrito. Da louça de barro moldado
à mão, às velas em castiçais criados
por artesãos.
Esta
requintada rusticidade revela aos poucos a alma da gastronomia que
levamos a sua mesa. Aqui, o seu paladar, assim como os demais sentidos,
vai se aproximar - no máximo que estiver ao nosso alcance
– da natureza.
Retomando
uma tradição milenar, você vai comer de panela
de barro. Vai experimentar o leit de coco extraído dos nosso
coqueiros. O dendê, sempre caseiro. Verduras e ervas aromáticas,
sem agrotóxicos. Se ovos estiverem presentes, são
caipiras. O azeite à sua mesa, extra virgem. O vinagre, balsâmico.
Os sucos e molhos, de frutas da época.
Nada
mais natural, para quem vem à Pipa o que saborear a natureza.
Através da nossa comida artesanal que vai prosseguir o seu
passeio num verdadeiro Cruzeiro gastronômico. Bem vindo e
bom apetite.
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ENTRADAS - CAMARÃO - PEIXE
- FRUTOS DO MAR - BACALHAU
- FILET MIGNON
ENTRADAS
- CAMARÃO - PEIXE -
FRUTOS DO MAR - BACALHAU
- FILET MIGNON
ENTRADAS
- CAMARÃO - PEIXE
- FRUTOS DO MAR - BACALHAU - FILET
MIGNON
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Arroz
do Mar
Este é o prato que posicionou o Cruzeiro do Pescardor como
restaurante de frutos do mar. A exemplo dos demais pratos este
é uma expressão da vivência dos seus donos
pelos pedaços de mundo por onde passaram . Neste caso,
a Península Ibérica, com suas “Paellas”
e “Arrozadas de Mariscos”.
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Ingredientes:
-
polvo (pré-cozido), lulas, camarões,
ostras e sururus - 150 grs de cada
- arroz branco - 200 grs
- Caldo de polvo
- azeite português
- pimentões (6 tiras,entre vermelhos, amarelos
e verdes)
- alhos picados (6 dentes)
- 1 tomate pelado
Temperos:
açafrão em pó (ou em fios,
1 colher de café)
Pimenta do reino
Páprica (doce e picante)
Louro – 1 folha |
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Modo de fazer: Numa panela de barro regue o fundo
com azeite e adiante a fritura dos pimentões. A seguir
doure o alho e acrescente o tomate e depois o caldo do polvo.
Ao ferver junte o arroz, os frutos do mar e os temperos. Teste
o sal e, antes que o caldo reduza totalmente (entre 15 a 20 minutos)
abafe a panela com um pano e aguarde mais 5 minutos.
Decoração
- azeitonas pretas e tirinhas coloridas de pimentões
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ENTRADAS
- CAMARÃO - PEIXE
- FRUTOS DO MAR - BACALHAU -
FILET MIGNON
ENTRADAS
- CAMARÃO - PEIXE
- FRUTOS DO MAR - BACALHAU
- FILET MIGNON
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Um
convidado de honra à mesa do
Cruzeiro do Pescador
O 1° Festival Gastronômico de Pipa ofereceu uma suculenta
oportunidade para o Cruzeiro do Pescador introduzir um novo personagem
em sua vida de restaurante. Assim como aconteceu há 8 anos,
quando surgimos inaugurando o conceito de cozinha de frutos do mar
(preparados na boa e velha panela de barro do Alberto, de São
José de Mipibu), aproveitando, pioneiros, no cardápio,
a manga (camarão ao molho....), o caju (moqueca), o abacaxi
(com camarões aos quatro queijos), o maracujá (no
arroz arbóreo) da mandioquinha/ batata barôa e do inhame
(com o bacalhau), entre outras inovações até
então...
Senhoras e senhores temos agora, a honra de convidá-los para
nossa mesa e apresentar, a fabulosa fruta-pão.
VOCÊ
É A FAMOSA QUEM???
Brasileiríssima como a manga, o coqueiro e o cajá....
Como? Quer dizer? È isso mesmo, a árvore da fruta
pão que você tanto avista ao longo do caminho entre
Goianinha e Tibau do Sul, também veio da Ásia, à
bordo da loucura de alguns desses navegantes portugueses. Se você
gosta de filmes antigos e tiver sorte assista “O Grande Motim”
(a 1ª versão com Clark Glable, a 2ª com Marlon
Brando e a 3ª com Mel Gibson) e repare na preciosa carga do
“Bowty” – o navio amotinado - são mudas
de fruta pão.
Na época, fim do século XVIII, estas frutíferas
tinham como objetivo estratégico-econômico nada menos
que alimentar a imensa população de escravos das colônias
européias, nas Américas. Projeto ambicioso mas que,
como vão ver, não estava além das potencialidades
desta generosa árvore viajante
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Camapão
Ingredientes:
- 150 grs de camarão
- 200 grs de fruta pão
- 1 coco ralado (convertido em leite)
- 1 tomate maduro picado
¼ de pimentão vermelho
- salsa (pode-se optar por coentro)
- caldo de camarão (cozimento da cabeça)
- Pimenta (fruta) picante e de cheiro |
Modo
de preparar:
Cozinhe a fruta pão em pedaços no caldo do camarão.
Converter em purê acrescentando o leite de coco morno. Refogar
em azeite o pimentão, a cebola, as pimentas e o tomate. Junte
os camarões reúna e a salsa desligando logo que estes
ganharem cor.
Numa panela de barro junte todos os ingredientes, verificar o sal
e cozinhar em fogo lento até o creme borbulhar. Servir com
arroz de açafrão (cúrcuma) da terra.
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